quarta-feira, junho 13, 2012

2

Eu Sempre Quis... - A Lâmpada do Dragão Verde


 
Eu Sempre Quis: Nesta coluna, pretendo postar fanfics minhas sobre alguma determinada situação que já desejei passar com algum personagem dos livros que leio. Quem nunca quis? Um dia pretendo abrir essa coluna para os leitores, mas vou ver qual vai ser a reação do público primeiro e depois decido.
Gostaram? Acompanhem a primeira fanfic da coluna e lembrando, se quiser copiar o texto a seguir ou qualquer coisa desse blog, credite, porque plágio é crime! Para ler o texto, clique em continue lendo.

Olhei para o chão poeirento e em seguida para o ambiente cinzento daquela cidade. As pessoas passavam apressadas pela rua sem ao menos dar um simples “bom dia”. Se fosse em Hogwarts, seria diferente, posso ter certeza. Mas parece que esqueceram minha carta. Será que o correio coruja não anda recebendo seus direitos e entrou em greve? Oh, Ademilson, isso é só ficção! — dizem meus parentes. Eles não sabem o quanto essa série significou para mim, mas até certo ponto isso parece louco. Pouco me importa. Os loucos são os melhores, já dizia um pensador. Continuei meu passeio matinal, mas distraído, tropecei em algo metálico. Quando reparei bem no objeto, vi que se tratava de uma lâmpada parecida com a de Alladin. Se eu esfregasse, de lá sairia um gênio? Não, não, pouco provável. Mas para quem acredita que bruxos existem, que monstros mitológicos ainda perseguem semideuses, porque então não se arriscar com uma lâmpada?  
Fui para um canto escuro da rua e lá esfreguei o objeto. Um dragão, um dragão saiu! Ele era verde e baixinho, com um chapéu vermelho na cabeça e roupas cintilantes da mesma cor. Sorriu para mim, mas não inspirou confiança.
— Olá! — disse animado. — Tem direito a um pedido.
 — Mas segundo a história eram três. — eu disse. — E era um gênio e não um dragão.
— As histórias não são confiáveis. – o dragão verde informou.
— Porque acha isso?
— Porque são HISTÓRIAS! — gritou ele, sem paciência.
— Eu não acho isso. Com um pouco de imaginação, você acredita que o que lê é verdade. A leitura abre mundos, sabia?
— Faz logo o pedido?!
— Ok, ok. Huum... Quero conhecer Hermione Granger.
E, surpreendentemente, a criatura da lâmpada começou a rir desesperadamente.
— Bom, tudo bem. Você pediu, você terá.
Uma fumaça verde me cobriu. Deixei a rua cinzenta imediatamente e quando recobrei a consciência, estava em um gramado verde, embaixo de um pinheiro. Ao meu lado, estava ela. Ela... Ela... Hermione! Hermione!
— HERMIONE! — eu estava em êxtase, sem saber o que fazer. Pensei em abraça-la, perguntar mil coisas, mas apenas sorri.
— Olá, Ademilson. Tudo bem? — ela perguntou com uma voz suave.
— Eu estou... Bem... E meio atazanado.
Hermione riu.
— Bem que o Rony disse que eu chamo atenção.
— Como ele está? — perguntei.
— Harry e ele agora trabalham como Aurores. Ele está se saindo muito bem e Arthur conseguiu um emprego melhor no Ministério.
— Viva os Weasley!
— É. — ela disse entre risos.
De repente, fiquei mais sério.
— Porque nunca recebemos nossas cartas?
Hermione olhou para o chão e em seguida para mim.
E sumiu sem mais nem menos. Que droga! Eu devo ter feito alguma coisa. Mas algo me cutucou nas costas. Virei-me e vi Hermione, mas desta vez estava acompanhada por J.K. Rowling. Meu coração bateu a mil por hora quando as duas sentaram ao meu lado.
— Olá, Ademilson. — disse Rowling — Creio que queira uma resposta sobre o que perguntou à Hermione.
Assenti.
— Você já é um bruxo nato. A magia existe dentro de cada um de nós e não se precisa de cartas ou qualquer outra coisa para afirmar isso.
— Eu não tenho magia não! Não faço feitiços ou coisa parecida. — informei.
— A magia tem vários significados e caminhos. Veja, o que denomina se somos “sangues ruins” ou puros não é necessariamente o sangue. É o caráter. Hermione é um exemplo. Assim a magia funciona, ela é denominada a partir de você mesmo.
Naquele momento, não pude deixar de chorar. Estar ali com J.K. Rowling e Hermione Granger era um grande sonho. Elas me sorriram pela última vez e de repente me vi de novo na rua cinzenta, fitando o dragão verde. Ele sorriu para mim de um jeito maroto.
— Aproveitou o passeio?
— Sim. Eu queria ficar lá por mais tempo. Tem certeza de que não posso fazer mais pedidos?
— Bem que poderia, — disse a criatura — Mas momento estou com preguiça. Você me acordou e agora estou com o humor péssimo.
Fiquei boquiaberto, mas não pude cobrar satisfações, pois o dragão já havia sumido. Em seu lugar, deixou uma carta. Quando a terminei de ler, sorri, e agora já conformado, continuei a andar na paisagem acinzentada. O conteúdo do bilhete, apenas “bruxos natos” irão entender.

Nunca acorde um dragão adormecido.

J.K. Rowling

Gostaram? A área de comentários está aberta, mas sem ofensas ou palavrões, ok? Um dia de provas já foi, agora só me resta esperar a sexta e amanhã vou estudar o dia inteiro, então, até sábado!

2 Livreiros:

Danielle disse... [Responder]

Oi!
Adorei a história, apesar de ainda não ter tido a oportunidade de ler a série HP. Espero que a coluna prossiga com a mesma qualidade desta Fanfic!

http://blogdaninareis.blogspot.com.br/

bruna viviane disse... [Responder]

amei a história, ficou mto bom. já sabia desse seu desejo... rsrsrsr. gostei mto da forma como você criou a sua história, realmente original, parabéns.

Comentar é muito importante pois ajuda a melhorar o blog. Comente!